Geografia

Universidade Católica Dom Bosco UCDB
Em Campo Grande

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  • Graduação
  • Campo grande
  • Duração:
    4 Semestres
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Campo Grande
Av. Tamandaré, Tamandaré-Jardim Seminário - Campo Grande/Ms Cep 79 117 900, 79117 900, Mato Grosso do Sul, Brasil
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Programa

Concepção


O pensamento geográfico encontra-se profundamente imbricado nas necessidades das sociedades considerando o tempo histórico da formação e das relações de cada uma delas. Assim, a Geografia vem mudando constantemente sua forma de ver o mundo, procurando responder aos chamamentos que a ela são postos e produzindo teorias para explicar os fenômenos atribuídos à sua especificidade do saber.

A geografia, em tempos históricos diferentes, já serviu aos interesses da formação e expansão do Estado-Nação, das multinacionais e criticou a si mesma e a sua prática através de um mergulho nas idéias e influências marxistas, partindo do estudo da apropriação capitalista na produção do espaço.

Contudo, com o uso de modernas tecnologias de representação do espaço, das novas temáticas de abordagem (ampliando a interface com outras ciências), do avanço em pesquisa aplicada, além da superação gradual do paradigma newtoniano-cartesiano a partir das contribuições da mecânica quântica, têm-se um novo olhar da ciência geográfica. Agora não mais para o binômio das relações sociedade/natureza como se uma estivesse em oposição à outra. A análise geográfica aponta para a busca da compreensão da totalidade, entendendo a realidade como algo complexo, emanada de teias de relações endógenas e exógenas, ou seja, considerando a interconectividade entre os elementos locais, sendo influenciado por e influenciando ambientes externos.

Essas mudanças impõem novos desafios aos profissionais da Geografia, exigindo uma forte sinergia para atingir a capacidade de se fazer leitura de realidades de natureza complexa.

Dessa forma, a vocação do curso é para o estudo do território, especialmente os vários territórios sul-mato-grossenses a partir de escalas variadas em função das especificidades dos fenômenos, podendo ser tanto do ponto de vista zonal como dos territórios-rede.


Finalidade

O pensamento geográfico encontra-se profundamente imbricado nas necessidades das sociedades considerando o tempo histórico da formação e das relações de cada uma delas. Assim, a Geografia vem mudando constantemente sua forma de ver o mundo, procurando responder aos chamamentos que a ela são postos e produzindo teorias para explicar os fenômenos atribuídos à sua especificidade do saber.

A geografia, em tempos históricos diferentes, já serviu aos interesses da formação e expansão do Estado-Nação, das multinacionais e criticou a si mesma e a sua prática através de um mergulho nas idéias e influências marxistas, partindo do estudo da apropriação capitalista na produção do espaço.

Contudo, com o uso de modernas tecnologias de representação do espaço, das novas temáticas de abordagem (ampliando a interface com outras ciências), do avanço em pesquisa aplicada, além da superação gradual do paradigma newtoniano-cartesiano a partir das contribuições da mecânica quântica, têm-se um novo olhar da ciência geográfica. Agora não mais para o binômio das relações sociedade/natureza como se uma estivesse em oposição à outra. A análise geográfica aponta para a busca da compreensão da totalidade, entendendo a realidade como algo complexo, imanada de teias de relações endógenas e exógenas, ou seja, considerando a interconectividade entre os elementos locais, sendo influenciado por e influenciando ambientes externos.

Essas mudanças impõem novos desafios aos profissionais da Geografia, tanto aos bacharéis quanto aos licenciados, exigindo uma forte sinergia para atingir a capacidade de se fazer leitura de realidades de natureza complexa.

Dessa forma, a vocação do curso é para o estudo do território, especialmente os vários territórios sul-mato-grossenses a partir de escalas variadas em função das especificidades dos fenômenos, podendo ser tanto do ponto de vista zonal como dos território-rede.


Objetivos


O curso de graduação em geografia da UCDB deve proporcionar o desenvolvimento dos seguintes objetivos:

Gerais:

a) Explicar a dimensão geográfica presente nas diversas manifestações territoriais

b) Articular elementos empíricos e conceituais, concernentes ao conhecimento científico dos processos territoriais


c) Reconhecer as diferentes escalas de ocorrência e manifestação dos fatos, fenômenos e eventos geográficos

d) Realizar atividades de campo referente à investigação geográfica



e) Dominar os conteúdos básicos, objeto da aprendizagem nos níveis fundamental e médio

f) Organizar o conhecimento do território adequando-o ao processo de ensino-aprendizagem em geografia nos diferentes níveis de ensino


g) Desenvolver trabalhos de campo, como prática pedagógica que propicia a ampliação de conhecimentos

h) Promover visitas técnicas com o intuito de ampliar a capacidade de observação e percepção espacial do território


i) Sistematizar projetos de pesquisa de âmbito multidisciplinar em escala local e regional

j) Promover estágios profissionalizantes no nível de licenciatura



Profissional Pretendido


O território de Mato Grosso do Sul, de existência relativamente recente (1977) e por ter sido percebido pelos órgãos administrativos da União, por longo tempo, como "espaço territorial vazio de ocupação" na fronteira oeste do país, fracamente integrado do ponto de vista político e econômico, foi alvo de um conjunto de políticas da União, especialmente nos anos 70 até 1985, que visaram garantir sua colonização e dinamização econômica, assim como sua inserção política e econômica no território nacional.


Como decorrência, o modelo de desenvolvimento no qual esse espaço se pautou traduzido na crença do crescimento permeado pela razão técnica e manifestado sob forma do avanço da "fronteira agrícola", ao mesmo tempo em que gerou dinamismo econômico (anos 70 e 80), atraindo expressivo movimento migratório e um leque de influências inovadoras, essa modernização trouxe consigo um conjunto de impactos sociais, econômicos, políticos e culturais que precisam ser equacionados.


Os maiores problemas ganharam visibilidade a partir de 1985, com o aprofundamento da fase depressiva da economia internacional e nacional e diante do corte dos subsídios e incentivos ao Estado.

Do ponto de vista sócio-econômico e cultural, os agricultores ficaram à mercê de novas alternativas de desenvolvimento e de modelos que pudessem garantir o uso sustentável e recuperação dos recursos naturais ainda existentes. O afluxo crescente de trabalhadores significou deterioração nas condições de vida, resultando em movimentos organizados de luta pela terra agrícola, como espaço de sobrevivência e em políticas de re-assentamentos rurais. No Pantanal ainda remanescem alguns típicos latifúndios de pecuária, que deram origem a uma cultura particular, mas que sofre ameaças atuais de desaparecimento. O encontro da população de empreendedores recém-chegados com as comunidades tradicionais indígenas promoveu fenômenos sociais de integração, mas, sobretudo de conflitos sociais de várias ordens, com explosão demográfica desses povos tradicionais em situação de confinamento, destruindo progressivamente os sistemas de auto-sustentação desses povos, que tendem ao suicídio. O contato dessas populações tradicionais com turistas em áreas pantaneiras e da região da Bodoquena desde os anos 70, por outro lado, vem trazendo conseqüências, cuja forma e profundidade ainda são pouco conhecidas.

Do ponto de vista ambiental, o Mato Grosso do Sul, caracteriza-se pela convergência de algumas das mais importantes províncias florísticas do continente sul-americano (florestas tropicais e equatoriais, Cerrado e Chaco). Por esse contato diversificado de fauna e flora, associado aos sistemas aquáticos da planície pantaneira e ao estoque residual de uma paleo-vegetação, o Pantanal, foi considerado eco-região de "distinção" pelo Banco Mundial (1995), pelo alto grau de biodiversidade e espécies endêmicas que apresenta, Patrimônio Nacional pela Constituição de 1988, e Patrimônio da Humanidade pela ONU em 2001, além de integrante da Reserva da Biosfera. Mas esse domínio morfoclimático vem sendo ameaçado pelo fenômeno de queimadas e pelo impacto de grandes obras de infra-estrutura (a exemplo do gasoduto, pólo mínero-siderúrgico, hidrovia, portos fluviais e termoelétricas). O cerrado, por outro lado, com suas diversas estruturas fisionômicas, foi palco da modernização agrícola, o que resultou no desaparecimento de quase 90% de sua cobertura vegetal, comprometendo de forma profunda o equilíbrio dinâmico do ambiente. Os novos modelos de produção, baseados em tecnologias agressivas à estabilidade da dinâmica ambiental, causaram forte degradação, com fragmentação de habitats e uma série de danos ambientais, tais como: erosões, enchentes, compactação e contaminação dos solos, além de contaminação dos rios e lençóis freáticos, com ameaça de desaparecimento de espécies endêmicas.

O Estado tem grande parte de seu espaço incluído na faixa de fronteira, definida pela Constituição e que necessita de políticas de ocupação, ordenamento e desenvolvimento particulares, fruto de um programa específico do Ministério da Integração Nacional.

Há que se lembrar que o aperfeiçoamento dos serviços de comunicação e em menor grau, os de transportes, favoreceram a inserção dos meios locais no espaço global. O uso dessas novas tecnologias de informação e comunicação pode acarretar, não só fortes impactos na cultura e identidade local, como pode ser um fator potencializador de desenvolvimento.

Frente a esses acontecimentos, verifica-se que as respostas a esses impactos e para sua reversão não têm sido homogêneas para todo território, fato que reflete a complexidade já existente nesse território, nos seus mais diferentes níveis de organização, seja de âmbito do meio natural ou social. Essas análises e reflexões requerem conhecimentos de dinâmica de desenvolvimento territorial, objeto de formação do profissional da Geografia, cujas competências são pertinentes a este contexto.

Observa-se que, no Mato Grosso do Sul a quantidade de profissionais existentes ainda são insuficientes para atender a demanda estadual. Assim, nossos egressos estão habilitados a construir com os jovens as consciências holísticas, capazes de compreender a lógica da dinâmica que rege os territórios, como forma-conteúdo.


Assim, os egressos do curso de Geografia da UCDB apresentam um perfil capaz de dar explicações coerentes com a realidade local e global, especificamente sobre o funcionamento dos territórios. Dessa forma, os professores aqui formados têm amplas condições de continuar a vida acadêmica para o bacharelado ou cursos de especialização, bem como ingressar diretamente no mercado como professores tanto da rede pública como particular de educação. Nosso diferencial é produzir um profissional crítico em relação aos acontecimentos sociais, econômicos, políticos e resultantes da interação destes com o meio natural. Outro aspecto relevante é a capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares, apoiando no desenvolvimento de projetos e da pesquisa na escola. Uma das marcas do curso é a participação dos acadêmicos nos eventos ligados à área de estudo e na vida política, através do seu Centro Acadêmico.






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